
Só há esta ponte
De secretas margens
Em que as faluas
Navegam à procura do Homem.
Que irá nascer morto
E condenado nas nossas mãos;
Mas a culpa é nossa
Somos o ventre
Egoista e asfixiante
Porque resignamos
A viver de esperanças
E esperançados vertemos
O cálice do sangue da ganância.
Mas hoje sou eu que
Imolo o meu corpo ao desconhecido
Embarco numa folha de papel;
E cruzo a ponte
À procura
De secretas margens ;
Posso não mais voltar
Olhando para trás e vendo o vazio
Irei sorrir chorando.
Porque sou o Homem
Entre os Homens.
Poeta de Rua J&H
No comments:
Post a Comment