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Saturday, February 17, 2007









Abaixo à prostituição da poesia
Abaixo aos falsos poetas
Proxenetas das palavras
Putas da originalidade

Abaixo à rima emparelhada
Abaixo à boca sangrenta
Que cospe palavras desenhadas
Milimetricamente elaboradas;

Abaixo à mente corrompida
À podridão das mãos que escrevem
A mentira que é a sua poesia;
A que mata quem não é gente!


Abaixo aos traidores
Que compram versos no mercado;
Prefiro que as roubem
Já que se prostituem no local errado.

Morrer é pouco para vocês
Já que estão mortos desde que aprenderam
“I love you” em Inglês;
O “Je t ´aime” em Francês;
E o “ Vai-te embora “ em Português.

Raios! Não deixem morrer a originalidade.
Sequer deixem morrer o Português das palavras
Há coisas que não entendo, ou estou caduco ou morrendo
Está bem, está bem. Já sei, preferem um referendo?

Façamos as pazes com a poesia
Deixemos sonhar os que escrevem por amor à palavra
Mal ou bem haverá sempre alguém
Para salvar o que é nosso e de mais ninguém.

Abaixo à salada de frutas
Quanto mais não seja à sobremesa;
É indigesto comer o que é dos outros
Sejam originais, não sejam putas!



Poeta de Rua J&H

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