
Vi-te por entre janelas discretas
De onde namoram os poetas
Suas folhas e suas setas
Nas minhas mãos a sina dos profetas.
Não sei porque te minto
Se não o sei ao menos o sinto
Que queima cá dentro
Como na garganta o absinto.
E assim te invento
Fugindo das vozes que se escondem no vento;
Por detrás deste meu rosto pálido, um momento
Por recusares esta sequiosa boca
Que em ti vê o seu alimento.
Devoro-te de onde me encontro
Um lugar imundo, velho e desgastado.
Onde ratos e baratas passeiam livremente
Ninguém as mata.
Tenho esta cálice vazia
Os suores que percorrem a minha face
Pedindo mais e mais álcool
Se tu me conhecesses e eu coragem tivesse de te encontrar
Deixarias que o álcool me sufocasse?
Poeta de Rua J&H
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