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Friday, April 13, 2007

Amor e Absinto











Vi-te por entre janelas discretas

De onde namoram os poetas

Suas folhas e suas setas

Nas minhas mãos a sina dos profetas.






Não sei porque te minto

Se não o sei ao menos o sinto

Que queima cá dentro

Como na garganta o absinto.

E assim te invento


Fugindo das vozes que se escondem no vento;

Por detrás deste meu rosto pálido, um momento

Por recusares esta sequiosa boca

Que em ti vê o seu alimento.


Devoro-te de onde me encontro

Um lugar imundo, velho e desgastado.

Onde ratos e baratas passeiam livremente

Ninguém as mata.


Tenho esta cálice vazia

Os suores que percorrem a minha face

Pedindo mais e mais álcool

Se tu me conhecesses e eu coragem tivesse de te encontrar

Deixarias que o álcool me sufocasse?



Poeta de Rua J&H



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