
Diz-me a razão de ser desta tua ganância Homem
Em que ventos e marés se esconde a tua consciência ?
Porquê vives enclausurado nesse mundo cruel;
onde o poder e a luxúria, é a fome de uma criança ?
Cansei-me de chorar vendo ocaso dos dias,
na minha mão acende um brilho efémero do que não
conheço, e saio a procurar a razão em teu peito Homem
e o que vejo contrista a minha alma, tu não tens compaixão !
Que guerras te darão alegrias e sonhos?
Que batalhas são essas que ceifam sorrisos inocentes?
E a vitória ? Que te dará ela Homem? Que razão, meu Deus que razão ?
Deste sofrimento atroz, no suspiro de uma criança que desfalece
Oiço o silêncio das minhas palavras
o eco do meu silêncio, ninguêm vê ao seu redor
e a vida cala e consente
que o Homem mate, a criança inocente
É este o mundo do Poder e da Vaidade
em que se exibem fortunas materiais
e se escondem as misérias
por entre os Homens
O medo que me assombra, é "o até quando"o "até onde",
a criança irá pagar o preço
ingrato de ter nascido, de ter que chorar,
quando é do seu sorriso que o Homem precisa, pra aprender a Amar.
Jean Herbert J&H
1 comment:
Muito obrigado pelo teu comentário, no que toca a ser poeta ou não, nunca me assumi como tal, daí iniciares logo mal esse teu comentário. Que contraditório, quando dizes "Ser poeta é criar, é esculpir, é compôr, é pintar uma cor, é misturar,... é ousar " e no entanto " não se resume apenas em conceber frases rimadas ou artifícios subtis ou jogos de palavras ", mas olha que soubeste rimar bem, jogar com as palavras e usar artificios subtis. No que toca a ousar, exprimenta ousar um pouco a ser mais humilde, quando quiser saber definições de ser Poeta recorro a verdadeiros poetas, não a que o um desconhecido sem nada escrito no seu Pseudo-Blog, entitulado de " Mundo Meu " mais uma vez contraditório com o que escreveste sobre ser poeta.
Contudo agradeço-te pelo comentário, no entanto não entendi a intenção.
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