
Nesta manhã soalheira
em que ainda estavas
em outras Primaveras;
Um Anjo com a sua seta
expulsou-me do Paraíso.
Fui eu que assim me quis
doente e imundo;
Sangrando e implorando
a sede dos teus lábios
a tua garganta seca .
E a voz que soa
na sua imensa rouquidão;
Crava espinhos na tua mão
amachuca as palavras e rasga
as letras do perdão.
Tu, somente tu sabias
construir castelos na areia
Rir com a espuma das ondas
saborear a maresia...
Eu não !!
Eu...
Fechei as portas! Tranquei as janelas;
Pois assim quis;
Que a Primavera não trouxesse
o cheiro da loucura dos loucos
que abandonam um amor com medo de amar.
Jean Herbert J&H
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