
Amemo-nos devagar
Que em outras vidas
Não nos amamos
Morremos da sede que consentimos.
Amemo-nos ao cair do crepúsculo
Lá onde a imaginação não alcança
E os pés calejados não afrontam
Nem os deuses te prometem o altar esponsalício.
Amemo-nos de mansinho
Que de outro modo
Perco na boca a lucidez
E nos lábios a promessa do ósculo.
Amemo-nos p'ra lá do tempo
Onde as nossas reticências são vírgulas
Onde as interrogações são afirmações
Amemo-nos com as incertezas em nossos corações.
Poeta de Rua J&H
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