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Wednesday, November 22, 2006













Amemo-nos devagar
Que em outras vidas
Não nos amamos
Morremos da sede que consentimos.

Amemo-nos ao cair do crepúsculo
Lá onde a imaginação não alcança
E os pés calejados não afrontam
Nem os deuses te prometem o altar esponsalício.

Amemo-nos de mansinho
Que de outro modo
Perco na boca a lucidez
E nos lábios a promessa do ósculo.

Amemo-nos p'ra lá do tempo
Onde as nossas reticências são vírgulas
Onde as interrogações são afirmações
Amemo-nos com as incertezas em nossos corações.

Poeta de Rua J&H

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