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Saturday, November 04, 2006

Não te posso poetizar
Tu és a poesia
Amante do crepúsculo
Senhora das vozes
Em que me oiço.

Tu és poesia
Não tens dono
Não me pertences
És de nenhures.

Surges da mais
Pura nascente e procuras
O mar com a boca que
Me negas.

Não te posso querer
Como quero a flôr
Ou a tua voz que me cicia.

Não te posso acompanhar
Por entre as dunas
Nesses lábios de pecado.

Mas posso querer-te
Procurar-te
E almejar-te
Não sendo ninguém
Sou parte de ti ...


Poeta de Rua J&H

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