Tu és a poesia
Amante do crepúsculo
Senhora das vozes
Em que me oiço.
Tu és poesia
Não tens dono
Não me pertences
És de nenhures.
Surges da mais
Pura nascente e procuras
O mar com a boca que
Me negas.
Não te posso querer
Como quero a flôr
Ou a tua voz que me cicia.
Não te posso acompanhar
Por entre as dunas
Nesses lábios de pecado.
Mas posso querer-te
Procurar-te
E almejar-te
Não sendo ninguém
Sou parte de ti ...
Poeta de Rua J&H
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