
Somos apócrifos
Vendedores de sonhos
Castrados na fé de sermos
Parte ou todo
Do nada.
Deixemos a plebe
Criar a sua própria revolta
Que um dia lançaremos
Das nossas bocas
O sangue amargo que bebemos.
Somos apócrifos
Vendedores de promessas
Que em cada braço há de surgir
A fome escondida.
Tenhamos paciência
Que na hora certa
Não haverá certezas
Da nossa consciência.
Poeta de Rua J&H
No comments:
Post a Comment