
Tenho medo que o nosso amor
Fuja nas tuas mãos como a areia fina
Se esconda em ti como o vento atrás das dunas
Tenho medo
Que percamos o trilho do regresso
E fiquemos à deriva procurando nos encontrar
Tenho medo que o nosso sorriso
Se esqueça de acontecer
Como sol por detrás do céu que ameaça chover
Tenho medo que não beijemos mais
Que os Deuses nos roguem uma praga
Em que as nossas duas bocas não sejam uma jamais
Tenho medo que tu não me saibas chamar
Que apagues o meu nome em ti
Como as flores que desabrocham em silêncio
Tenho medo de morrer
Porque não serei eu na hora triste
Que te irá limpar a face
Tenho medo de ti amor
Tenho medo do que escreves sobre o amanhã
Nesse diário secreto da tua imaginação
Tenho tanto medo
Quando te vejo sentada no teu recanto
Longínqua deste mundo
Sabes bem que tenho medos
O que tu por certo não sabes
É que desses medos faço palavras
E dessas palavras a certeza
Da certeza a conquista
Da conquista o escudo para que o nosso amor resista.
Poeta de Rua J&H
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