perdura o que rimos e choramos, o nosso eterno sorriso
não há fortuna que nos interesse, tu não queres
nem eu quero, perderiamos o nosso olhar sincero
o nosso abraço único.
Não penses que deixei de ser a criança adulta que
em tempos partilhou as brincadeiras e traquinices
lado a lado contigo, apenas a vida escreveu novos
capitulos, agora marcados pl'a distância, pl'a ausência
dos nossos olhares.
Se hoje assim te recordo neste tom nostálgico, é tão
somente porque necessito, daquela palavra, daquele toque,
da tua presença.
São momentos como este, em que o orvalho se prende nos meus olhos
o brilho foge por entre os meus dedos quando
intempestivamente tento retratar o que de mim tens, o que de nós existe
o que de nós irá sobejar no diário da vida.
Perdoa-me não poder escrever nem mais um traço, uma virgula ou
a nossa interrogação... sabes bem que o papel se encontra molhado
amigo e que o sal no meu rosto é imprevísivel.
Perdoa-me amigo é por te amar demais...
Jean Herbert J&H