
Amor, tuas linhas sinuosas
descrevem trajectos mil quando,
teus pés cravam na areia
doces sentimentos.
Morri antes de nascer
sobre um roseiral ferido,
e tu amor levaste-me ao céu
sobre teu peito de chama única.
Um dúbio pronúnciar de duas palavras
soltaram tremidos gestos
dois no olhar e um nos lábios,
morrendo de seguida na voracidade do tempo.
Entreguei meu cálice a um anjo desconhecido;
A ferida dilacerada não cicatriza
sobre um pensamento constante
de um gesto não consumado.
Ja é madrugada cinzenta sobre o luar,
é chegada a hora de pousar a caneta sobre o papel
deixar que a poesia sonhe sobre as horas,
saborear o silêncio que me trespassa.
Amor saberás que te escrevi pela madrugada
quando o Outono nascer sobre um Verão,
E o fogo consumir o transparente da àgua, aí
saberás que te amo!... Morrendo sobre a noite .
Jean Herbert J&H
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