
Ando num rodopio constante
Sobre um sentimento paradoxal
Que entristece todas as madrugadas
Quando as insónias invadem o meu quarto
Sou a imagem de um grave delito
E antes de cumprir a minha pena
Infligi aos meus olhos
O segredo desta minha mortificação efémera
Tudo por culpa minha e tua
Por nossa permanente culpa
Ausente de mágoas e razões
Despida de ódios e desamores
E trazendo à memória
Fragrâncias de um Outono
Que chegou a percorrer a minha boca
Obrigando-me a queimar os meus lábios
Com o teu nome
Tu viste-me partir de mim mesmo;
Agora que conheces as ruas que habito
As luas que me seguem
As sombras que me perseguem
Irás profanar todos os meus segredos
Todas as minhas confissões
Tentando saber se existes
Entre todas as minhas paixões .
Poeta de Rua J&H
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