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Thursday, October 19, 2006

Luas



Ando num rodopio constante
Sobre um sentimento paradoxal
Que entristece todas as madrugadas
Quando as insónias invadem o meu quarto

Sou a imagem de um grave delito
E antes de cumprir a minha pena
Infligi aos meus olhos
O segredo desta minha mortificação efémera

Tudo por culpa minha e tua
Por nossa permanente culpa
Ausente de mágoas e razões
Despida de ódios e desamores

E trazendo à memória
Fragrâncias de um Outono
Que chegou a percorrer a minha boca
Obrigando-me a queimar os meus lábios
Com o teu nome

Tu viste-me partir de mim mesmo;
Agora que conheces as ruas que habito
As luas que me seguem
As sombras que me perseguem

Irás profanar todos os meus segredos
Todas as minhas confissões
Tentando saber se existes
Entre todas as minhas paixões .

Poeta de Rua J&H

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