Não me ensinaram a perder.Sei por certo que é chuva
O que bate na vidraça
Dando-me esta melancolia inquietante;
Aceito-te, sei que não és tu
Não irei achar-te, bem sei.
Se alguém me tivesse ensinado
Poderia eu beijar o solo sem medo.
É engraçado que ainda beba
Este vinho e curiosamente
Neste cálice de amargura
E lá fora mecanicamente tudo aconteça.
Talvez sou parte
Que o mundo rejeitou
O anel dos amantes sequiosos.
Talvez seja eu que bebendo
Deste vinho e escutando aquela melodia
Me sinta inutil e sofredor.
Não me ensinaram a perder...
Poeta de Rua J&H
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