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Tuesday, October 17, 2006

Naturalmente














Se me pedires que te faça
Um verso ou uma rima
Ou até mesmo um poema
Juro que não o farei.

Juro que irás verter o ódio
Sobre mim e até pragas
Me irás rogar;
Mas não o farei.

Não me recordo do que escrevo
Se tem versos ou rimas
Duas almas ou uma solidão
Um medo e uma paixão.

Não me perguntes o significado
Das palavras ou até mesmo
Em que dicionário as encontras
Juro-te que não sei...

Se construo palavras sobre palavras
Como um lego da imaginação
Se ostento a vaidade na poesia
Trazendo recortes artificiais

Se assim for deixarei de escrever
E nem tu saberás onde me achar;
Estarei no vôo livre de um passarinho
Na inocência de uma criança.

Porque a poesia não deve ser artifical.
Pois o amor não é artificial
Nem a amizade
Nem o carinho.

A poesia tem que ser a boca
Dos que estão amordaçados
Deve ser os olhos de quem está vendado
As maõs de quem está aprisionado.

Por isso não te escrevo o que me pedes
Nem rimas, nem versos.
Nem a poesia te dedico

Porque no dia que me recordar
Do que escrevo e das palavras que
Transformo em gotas de orvalho
Juro-te que nesse mesmo dia

...Estarei morrendo na poesia.


Poeta de Rua J&H
Porque me senti doente e com fome, resolvi me curar saciando-me novamente das palavras.

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