
Cravos que roubei à terra e
Sepultados nós estamos,
Perante a rotina
que nos deixou viver
do pasmo.
Gerámos uma
Semente orfã da terra
De sede e àgua.
E no lodo vivemos
De ébrios pensamentos.
Quisemos mandar em
nossas bocas,
Cuspir o sangue de sonho,
Das batalhas que vencemos.
Cansados pousamos,
As armas que não existiram.
Presos por cordas nascemos,
Recusando a morte consentida.
Dos sinos que entoam
Ferimos de espanto,
As asas que não viram,
Quem nos feriu a vida.
Poeta de Rua J&H
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