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Saturday, October 28, 2006

Mistifório





















Cravos que roubei à terra e
Sepultados nós estamos,
Perante a rotina
que nos deixou viver
do pasmo.

Gerámos uma
Semente orfã da terra
De sede e àgua.
E no lodo vivemos
De ébrios pensamentos.

Quisemos mandar em
nossas bocas,
Cuspir o sangue de sonho,
Das batalhas que vencemos.

Cansados pousamos,
As armas que não existiram.
Presos por cordas nascemos,
Recusando a morte consentida.

Dos sinos que entoam
Ferimos de espanto,
As asas que não viram,
Quem nos feriu a vida.





Poeta de Rua J&H

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