e o que existe consome-me...
largo a minha vida ao acaso aos lamentos
das ondas que na praia morrem
Vulgo ser, assim me faz sentir
lanço o meu grito ao mar calado
nada oiço, nada me é dado
e o que me penetra é vazio é triste
Colho uma concha tento no desespero
roubar um segredo, uma confissão
lanço-a de seguida ao mar num desalento
ela não me pertence e o seu silêncio
ficou na minha mão
É neste silêncio
que a dor não procura e a indiferença
adormece.
É neste pedaço de sonho que tento conquistar
As palavras que perco sempre que contemplo o mar
Jean Herbert J&H
1 comment:
Este poema está simplesmente divinal...parabens...juntaste um tema lindo..e descreveste de uma forma única tudo akilo k sentes ou não...mas, akilo k eu sinto conseguiste! O k nos trás o mar...ou a maneira cm o vemos...e qd td parece indiferente, mas na realidade de indiferença não há nada...****
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