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Sunday, October 09, 2005

Mar Calado

Nem no silêncio existe dor
e o que existe consome-me...
largo a minha vida ao acaso aos lamentos
das ondas que na praia morrem

Vulgo ser, assim me faz sentir
lanço o meu grito ao mar calado
nada oiço, nada me é dado
e o que me penetra é vazio é triste

Colho uma concha tento no desespero
roubar um segredo, uma confissão
lanço-a de seguida ao mar num desalento
ela não me pertence e o seu silêncio
ficou na minha mão

É neste silêncio
que a dor não procura e a indiferença
adormece.
É neste pedaço de sonho que tento conquistar
As palavras que perco sempre que contemplo o mar


Jean Herbert J&H

1 comment:

Ana Sofia said...

Este poema está simplesmente divinal...parabens...juntaste um tema lindo..e descreveste de uma forma única tudo akilo k sentes ou não...mas, akilo k eu sinto conseguiste! O k nos trás o mar...ou a maneira cm o vemos...e qd td parece indiferente, mas na realidade de indiferença não há nada...****