o silêncio moribundo
entre quatro paredes, as luzes
de um carro vádio, desperta a minha atenção .
Dois passos em sintonia vagueiam pl'as ruas
desertas, o frio que existe fora de mim
o ar húmido carregado de penumbra
Ao longe contemplo a lua que parece
dormir por entre as nuvens, tudo é tão calmo...
o despertar de um insecto, o mover de um ramo partido
numa meia-noite perpétua.
É a transição das almas perdidas, dos que agora dormem ausentes
do exterior...
Lanço um breve olhar sobre a varanda descoberta de um pobre
velhote, moribundo também, tal e qual a meia-noite que abraçou o dia.
Jogo fora o cigarro pestilento mas reconfortante e lentamente afasto-me
da janela e a cidade adormece com o bater das minhas pálpebras
Jean Herbert J&H
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